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Volume de despesas faz a tensão da corda das operadoras de planos de saúde aumentar

Junho de 2019

Hoje a hiperespecialização médica faz com que a assistência ao paciente seja segmentada. Isso gera a necessidade de diversos especialistas para o atendimento de um único paciente, mesmo que suas doenças sejam de baixa complexidade. Um desperdício de tempo e dinheiro.

 

Diversos locais de atendimento fazem com que a informação fique fragmentada, predispondo a descontinuidade do cuidado e propiciando a repetição de exames e procedimentos, sem necessidade. Sem valor agregado ao paciente, a assistência novamente se torna cara e redundante.

 

Todos sabemos que é melhor prevenir, e muito mais barato, do que remediar. Contudo, a falta de um médico generalista na assistência faz com que os cuidados preventivos (exames de rotina para detecção precoce de câncer, vacinas, etc) e de promoção de saúde, geralmente sejam esquecidos.

 

Repasse de custos

Em torno de 85% dos planos de saúde no país são planos coletivos, a maioria empresariais. Estes planos tiveram em 2018 um reajuste próximo a 20%, quase 4 vezes acima da inflação. Repasses de custos tão altos tem inviabilizando o acesso a saúde suplementar. Não há mais espaço para aumento de custeio para as empresas contratantes.

 

O salário médio dos usuários de planos de saúde no Brasil é em torno de 2.300 reais.  Também não há mais espaço para aumento das coparticipações dos usuários.

 

Desperdícios

A sinistralidade tida como aceitável pela maior parte das operadoras de saúde é de 75%. Essa medida permite ao plano de saúde custear suas despesas administrativas e comerciais e ter uma margem de lucro que viabilize o negócio. Com valores acima desse percentual, considera-se que determinada apólice ou determinado contrato é deficitário.

 

A sinistralidade de grande número de operadoras de planos de saúde anda em torno de 85%.

 

É urgente a necessidade de alternativas que levem a uma prestação de serviço mais racional e eficiente. E nesse mercado não falta demanda para isso.

 

Como diz o ditado, toda crise é também uma oportunidade

Soluções como os serviços de atenção primária e sua variante, os modelos de saúde corporativa, tem crescido rapidamente e vão dominar o mercado nos próximos anos. Além de reduzir custos, eles são serviços estratégicos, por controlarem a porta de entrada dos pacientes. Estes serviços tem o poder de controlar o direcionamento da carteira. Exames, consultas especializadas e internações se originam a partir dessa porta de entrada e são dirigidas para a rede prestadora vinculada.

 

A tensão nesta corda está aumentando cada vez mais, devido ao aumento das despesas. A redução nas margens de lucro das operadoras está impactando fortemente nos resultados financeiros e trazendo riscos a médio e longo prazo. 

As operadoras de saúde precisam de uma saída.

 

Uma das opções é o investimento em atenção primária e de saúde corporativa, geralmente associados a planos com o modelo “porta fechada”. A estratégia do controle do fluxo é poder dirigir para a rede prestadora, aqui escolhida a dedo, por seu custo-efetividade.

 

Serão as operadoras ou os prestadores de saúde que conseguirão se adaptar mais rápido e dominar o mercado? A resposta ainda é uma incógnita. Mas apresse-se, a largada já foi dada.

 

Referências:
http://www.ans.gov.br/perfil-do-setor/dados-e-indicadores-do-setor/sala-de-situacao
https://www.iess.org.br/cms/rep/Conjuntura_37_Edicao.pdf
http://cnseg.org.br/fenasaude/estatisticas/economico-financeiro.html

Sobre o Autor

Delson Morilo Langaro,MD é Especialista Médico na Philips. Formação em Clínica Médica, Hematologia e Hemoterapia. MBAs de Gestão pela FGV e Segurança do Paciente pelo Hospital Oswaldo Cruz e o CBA.

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