51% dos profissionais de saúde no Brasil afirmam que a IA aumentou sua capacidade de atendimento, aponta estudo da Philips
Relatório Future Health Index 2026 mostra que a IA está indo além das tarefas administrativas para desempenhar um papel cada vez mais importante na tomada de decisões clínicas e diagnósticas
- set. 21, 2026
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São Paulo, setembro de 2026 – A inteligência artificial (IA) na área da saúde atingiu um novo patamar no Brasil. Antes amplamente utilizada nos bastidores para tarefas administrativas e operacionais, a IA está se tornando cada vez mais parte integrante do atendimento direto ao paciente, ajudando os profissionais de saúde a lidar com decisões clínicas complexas e a melhorar a segurança do paciente.
É o que revela a 11ª edição do Future Health Index (FHI) 2026, estudo global desenvolvido pela Philips, líder em tecnologia de saúde. O levantamento global, que ouviu mais de 2.000 profissionais de saúde e 20.000 pacientes em 10 países, aponta que metade (51%) dos profissionais de saúde no Brasil afirma que a IA ajudou a identificar ou prevenir um potencial erro médico pelo menos três vezes nos últimos três meses.
Os dados marcam uma virada fundamental em relação às edições anteriores da pesquisa: enquanto os outros anos destacavam as expectativas do setor, o FHI 2026 mapeia a IA já aplicada na prática diária. No Brasil, o otimismo com esse avanço é expressivo: 93% dos profissionais de saúde afirmam estar otimistas de que a IA pode melhorar os resultados e os desfechos clínicos dos pacientes.
Além dos chatbots: inteligência embarcada em exames de imagem
Algumas das aplicações mais significativas da IA na área da saúde vão muito além dos assistentes virtuais e das ferramentas baseadas em texto. A IA está cada vez mais sendo incorporada diretamente em tecnologias avançadas de diagnóstico, incluindo sistemas de ultrassom, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
Nesses sistemas, a IA pode ajudar a processar imagens em tempo real, automatizar medições e reunir informações de exames anteriores, proporcionando aos médicos insights adicionais para apoiar decisões diagnósticas mais rápidas e bem fundamentadas.
Os benefícios já estão sendo percebidos em toda a prestação de serviços de saúde no Brasil:
- Prevenção de erros: 51% dos profissionais usaram a IA para detectar ou evitar potenciais falhas clínicas recentemente pelo menos três vezes nos últimos três meses.
- Capacidade de atendimento: 51% dos clínicos relatam que a tecnologia aumentou sua capacidade operacional, permitindo ver mais pacientes por semana.
- Redução de disparidades: 88% concordam que a IA pode ajudar a reduzir as diferenças na qualidade do cuidado entre diferentes contextos de atendimento.
A grande mudança que estamos testemunhando no Brasil é a transição da IA de tarefas administrativas para a jornada clínica direta. O verdadeiro valor da tecnologia não está em aplicações isoladas, mas em conectar dados de exames e equipamentos para apoiar decisões mais céleres. Quando economizamos tempo na operação, devolvemos esse tempo para o contato humano entre médico e paciente, permitindo levar o melhor cuidado para mais pessoas.
Felipe Basso
Tornando a IA acessível em escala
À medida que a IA se torna cada vez mais integrada à prática clínica, a tecnologia por si só não será suficiente. O investimento contínuo em treinamento e em fluxos de trabalho bem elaborados será fundamental para garantir que os profissionais de saúde possam utilizar essas ferramentas de forma eficaz e responsável.
O Future Health Index destaca essa oportunidade: 71% dos profissionais de saúde no Brasil afirmam que o treinamento em IA em suas organizações não está disponível, é inconsistente ou inadequado.
Nesse cenário, empresas de tecnologia em saúde desempenham um papel central ao colaborar com o ecossistema médico na implementação responsável dessas soluções. Um exemplo dessa atuação no Brasil é a parceria entre a Philips e o Einstein Hospital Israelita, voltada ao codesenvolvimento de soluções de IA aplicadas à rotina clínica, como ferramentas para exames de imagem. Parcerias como essa não se limitam ao desenvolvimento de tecnologias, mas buscam também a validação de protocolos, capacitação de profissionais e expansão do acesso a cuidados de qualidade no sistema de saúde.
"Quando a tecnologia reduz atritos operacionais e conecta dados de exames, ela fortalece a tomada de decisão médica no momento exato em que o paciente mais precisa.O compromisso da Philips é continuar liderando essa transformação integrada, unindo tecnologia avançada e conhecimento clínico para oferecer um atendimento melhor a mais pessoas", conclui Basso.
O estudo completo do Future Health Index 2026 está disponível para download no site da Philips Brasil: http://www.philips.com.br/futurehealthindex-2026