Quantificação dinâmica da regurgitação mitral
A Sociedade Americana de Ecocardiografia (ASE) recomenda uma abordagem integrada para a avaliação da valva mitral que incorpora parâmetros qualitativos, semiquantitativos e quantitativos para avaliar a gravidade da insuficiência mitral.
As medições absolutas das áreas efetivas do orifício regurgitante (EROA) e do volume regurgitante (RVol) são os mais fortes preditores de desfechos na insuficiência mitral (IM) [4]. No entanto, o método mais popular para medir EROA e RVol, o método da área superficial de isovelocidade proximal (PISA), assume que a regurgitação acontece através de um orifício de tamanho e forma constantes.
A Philips Automatic 3D Color Flow Quantification (Auto 3D CFQ) reduz essa dependência de suposições na quantificação da regurgitação mitral e a substitui principalmente por um método confiável e robusto, impulsionado por IA, que oferece medida precisa de RVol independentemente do formato e tamanho do orifício.
O 3D Auto CFQ avalia o fluxo regurgitante em cada quadro da sístole, utilizando um modelo baseado no fluxo de líquido através de múltiplos orifícios puntiformes. A cada quadro, o tamanho e o formato do orifício regurgitante são gerados por um processo iterativo entre o modelo e os dados de fluxo colorido 3D.
Um estudo de validação avaliou o desempenho do 3D Auto CFQ na quantificação do volume regurgitante da valva mitral a partir de imagens 3D de TEE (obtenção da média de três revisores), em comparação com a avaliação por ressonância nuclear magnética cardíaca para o mesmo paciente, capturada até 24 horas após o exame ecocardiográfico. Foi comprovado que o 3D Auto CFQ funciona com jatos simples, múltiplos, concêntricos e excêntricos e, quando calculado ao longo de todo o ciclo cardíaco, foi demonstrado como equivalente à ressonância nuclear magnética cardíaca padrão ouro na medida do volume regurgitante da valva mitral (MV RVol) [5].