Dr. Gandhi e sua equipe realizando um procedimento de fibrilação atrial na sala de EP integrada do Bethesda North Hospital, equipada com sistemas de imagem Philips Azurion.
Conte-nos sobre sua prática de EP, incluindo o número de laboratórios e de funcionários, bem como o tipo de equipamento. Em que essa prática difere de outros laboratórios em que você já trabalhou? Que tipos de procedimentos são realizados em sua instituição?
Sou diretor de EP do Bethesda North Hospital, que faz parte do TriHealth Heart Institute. Atuo na área de eletrofisiologia desde 2004, após minha formação na Cornell e na Brown. Entrei para o TriHealth Heart Institute em 2011.
Temos dois laboratórios de EP, além de um laboratório híbrido, que também conta com um sistema de mapeamento. Realizamos todos os tipos de procedimentos, incluindo os mais recentes, como o fechamento do apêndice atrial esquerdo (LAA) e implantes de dispositivos centrais para apneia do sono. Temos um programa de EP muito avançado em Cincinnati. Contamos com uma equipe dedicada no laboratório de EP, composta por enfermeiros registrados e técnicos em radiologia, que realizam a preparação do paciente, mapeamento, estimulação, estudos de EP, registro de dados e documentação. Há também outros quatro sócios — os Drs. John Wilson, Marshall Winner, Hemal Shah e Dilesh Patel —, todos com mais de cinco anos de experiência.
Quais são algumas das principais tendências que você observa surgindo em EP? Você se sente preparado para lidar com essas novas tendências?
Há várias tendências dominantes surgindo em EP. À medida que a população deste país envelhece, observamos um aumento no número de pacientes, bem como mais casos de fibrilação atrial (FA). Com o avanço da insuficiência cardíaca, estamos observando muitas arritmias, como a taquicardia ventricular. Com o aumento do número de implantes de dispositivos, surge o risco de falha dos eletrodos, complicações, infecções e endocardite. Procedimentos mais recentes, como o fechamento do LAA, podem ajudar na prevenção de acidentes vasculares cerebrais, além de reduzir o risco associado à anticoagulação.
Estamos em uma tendência de crescimento. A EP tem sido a tendência dominante nos últimos 20 anos e continua a manter essa vantagem sobre outras áreas da cardiologia.
Portanto, o mais importante é que precisamos estar preparados para o aumento do volume de pacientes. Também precisamos garantir que estamos oferecendo um atendimento mais seguro, mais rápido e mais preciso. Procedimentos que costumavam levar de 4 a 6 horas para serem realizados agora podem ser concluídos em 2 a 3 horas, utilizando tecnologias e modalidades avançadas. Realizar múltiplas reablações de fibrilação atrial era a norma antes, mas agora somos capazes de eliminá-la com um único procedimento. Estou confiante de que estamos bem posicionados para o sucesso com nossos atuais sistemas de mapeamento.
Como sua equipe prioriza os sistemas de imagem para EP a fim de melhorar o atendimento ao paciente e a satisfação da equipe, ao mesmo tempo em que lida com o aumento do volume de pacientes?
Devido aos riscos associados à radiação, bem como ao desgaste físico causado pelo uso de chumbo durante longos procedimentos de EP, estamos abandonando o uso da fluoroscopia e instalamos os laboratórios Philips Azurion, pois valorizamos níveis extremamente baixos de exposição a radiação. Embora queiramos realizar o mínimo possível de fluoroscopia, ela ainda é essencial para a obtenção de imagens. A Philips faz um excelente trabalho ao nos oferecer tecnologias que ajudam a proteger nossos médicos, equipe e pacientes contra a alta exposição a radiação, ao mesmo tempo em que fornecem imagens precisas e integração em uma única tela.
Igualmente importante é que nossos médicos possam acessar facilmente as informações relevantes do paciente durante o procedimento. Temos 11 fontes de vídeo que podem ser trazidas para a sala por meio do Azurion FlexVision, de modo que todas as modalidades de imagem estejam disponíveis para o operador quando necessário. Se o paciente já fez um ecocardiograma anteriormente, o operador pode acessá-lo imediatamente e exibi-lo na tela.
Você poderia falar sobre a combinação de procedimentos de ablação por criobalão e por radiofrequência (RF) que vocês estão realizando atualmente?
Para a fibrilação atrial, nossas duas principais modalidades são a ablação por crio e a ablação por RF, em uma proporção de aproximadamente 50/50. Estamos participando de vários ensaios clínicos envolvendo a ablação por crio, incluindo o isolamento da parede posterior por meio dessa técnica, de modo que o uso dessa modalidade energética tem aumentado.
Philips VeriSight Pro, o primeiro cateter ICE a miniaturizar a mesma tecnologia de imagem 3D utilizada na ecocardiografia transesofágica, possibilita aos operadores reduzir a dependência de anestesia geral, proporcionando mais confiança e controle em procedimentos intervencionistas.
Como vocês estão lidando com as questões de segurança em seu programa de extração e gerenciamento de eletrodos, e como isso melhorou o atendimento ao paciente?
Eletrodos mais antigos podem representar um risco de falha, fratura e infecção, além de incompatibilidade com ressonância nuclear magnética. Isso não é bom para o paciente a longo prazo. Nossa política tem sido extrair o maior número possível de eletrodos, sempre que necessário.
Contamos com um programa maduro de extração e gerenciamento de eletrodos. Nós cinco realizamos procedimentos de extração de eletrodos, que são realizados em nossa sala híbrida com apoio da cirurgia cardiotorácica (CT). Todos nós somos proficientes no uso do sistema de extração de eletrodos a laser da Philips. Nenhuma extração de eletrodo foi realizada sem o apoio total da cirurgia cardiotorácica, o que representa uma grande vantagem para nossa população de pacientes, pois cada minuto conta.
Somos meticulosos em garantir que os pacientes sejam avaliados por um cirurgião de CT e que todos os exames de imagem sejam realizados antes de prosseguirmos com a extração de eletrodos. Tenho muito orgulho de dizer que não tivemos nenhuma complicação grave nos últimos 5 a 10 anos.
Anteriormente, você mencionou que seu hospital se concentra em procedimentos avançados de EP, como o fechamento do LAA. Como o você está conduzindo esse programa?
Nosso programa de fechamento do LAA é muito robusto; implantamos aproximadamente 250 a 300 dispositivos para LAA por ano, utilizando as mais recentes modalidades de imagem da ecocardiografia intracardíaca (ICE). A ICE também é uma das razões pelas quais temos conseguido realizar com segurança punções transseptais e implantação no átrio esquerdo. Meus colegas e eu também estamos muito interessados em utilizar essa tecnologia para evitar a intubação durante a anestesia, já que o acesso para a ICE pode ser obtido por meio de um pequeno cateter inserido na virilha.
Se conseguirmos fazer isso em todos os procedimentos, talvez possamos realizar mais um procedimento por dia.
Ao utilizar a ICE 3D, que é mais cara do que a ICE 2D, há um custo inicial maior a ser arcado. No entanto, podemos reduzir as complicações graças a uma visualização mais precisa. Também podemos diminuir o uso de anestesia e liberar a sala mais rapidamente, economizando tempo. Se conseguirmos fazer isso em todos os procedimentos, talvez possamos realizar mais um procedimento por dia, não apenas para aumentar o volume, mas para tratar mais pacientes que estão doentes e aguardam tratamento. Atualmente, esperar de 3 a 6 meses por um procedimento de EP é quase rotina para os pacientes nas grandes cidades. Isso é inaceitável. Portanto, esses tipos de produtos podem nos ajudar a melhorar nossa eficiência, oferecer atendimento mais seguro e rápido aos pacientes e, ainda assim, ser econômicos.
A Philips está na vanguarda com seu VeriSight Pro 3D ICE, que me oferece tudo o que preciso para implantar dispositivos de oclusão LAA com segurança e rapidez, utilizando menos anestesia e sem complicações. Somos usuários pioneiros, mas estamos fortemente comprometidos com a realização de procedimentos utilizando imagens 3D ou ICE 3D aprimoradas.
Em 2021, a Philips adquiriu a BioTelelemetry para promover a conexão entre o atendimento ao paciente em casa e no hospital, e vice-versa. Como os serviços ambulatoriais têm desempenhado um papel no atendimento aos seus pacientes, tanto antes quanto depois dos procedimentos?
A monitorização sempre foi o foco principal. Mantemos uma parceria com a Philips BioTel Heart há muitos anos. Os pacientes recebem a monitorização por telemetria cardíaca ambulatorial móvel (MCOT) da BioTel Heart e, então, podemos visualizar seus relatórios por meio do Prontuário Médico Eletrônico (EMR) para oferecer atendimento oportuno.
Isso também está se tornando mais comum em pacientes submetidos à substituição da valva aórtica transcateter (TAVR), nos quais há alto risco de bloqueio cardíaco. Realizamos a monitorização pós-TAVR com o MCOT para que possamos determinar rapidamente se é necessário um marcapasso.
Contar com um sistema de monitorização integrado ao nosso sistema de EMR ajudou a aprimorar o monitoramento cardíaco fora do hospital. Acredito que a BioTel faz um excelente trabalho com o monitoramento cardíaco ambulatorial.
À medida que vocês continuam a se expandir e crescer, que valor vocês obtiveram ao estabelecer parcerias com fornecedores como a Philips para atender às suas necessidades em EP?
Para nós, o valor está em ter acesso a novas tecnologias, como o cateter VeriSight Pro 3D ICE. Fomos os primeiros na cidade a utilizá-lo, o que nos deixa muito orgulhosos. Nossa visão é ser um centro de testes para novos produtos da Philips; adoraríamos experimentá-los aqui primeiro e ajudar a fornecer feedback. Além disso, esperamos ser um centro de treinamento para a Philips e receber médicos e técnicos que venham aqui para aprender novas tecnologias. Por exemplo, recentemente recebemos visitantes de fora da cidade que vieram observar a eficiência da nossa sala híbrida.
Estamos entusiasmados com essa parceria com a Philips, que ajudará a atender ainda melhor às nossas necessidades em EP. A Philips nos considera verdadeiros parceiros e esperamos continuar essa colaboração.
Este artigo foi publicado com o apoio da Philips. Transparência: O Dr. Gandhi preencheu e enviou o Formulário do ICMJE para Transparência Quanto a Possíveis Conflitos de Interesse. Ele não tem conflitos de interesse a declarar em relação ao conteúdo aqui apresentado.
Soluções para procedimentos eletrofisiológicos mais seguros e melhor atendimento ao paciente