nov 25, 2019

Value-based care, o sistema de saúde que paga por valor ao invés de volume 

O que significa valor para você? Você acredita que valor e preço representem a mesma coisa? Quando estas perguntas se aplicam ao campo da saúde, falar sobre elas pode ser não apenas importante, mas essencial para a qualidade do trabalho dos profissionais e instituições da área e, consequentemente, para o serviço oferecido aos pacientes atendidos todos os dias em clínicas e hospitais de todo o mundo.
 

Esta é a discussão central em torno do value-based care, tema abordado no Connect Day, promovido pela Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA), líder global em tecnologia da saúde. O evento aconteceu no final de outubro e contou com uma programação intensa, que reuniu aproximadamente mil profissionais de todo o país e especialistas globais da Philips. Foram dois dias de palestras, painéis e oportunidades de networking e diálogo sobre a saúde no Brasil a partir do ponto de vista da tecnologia e das tendências que vão continuar liderando a evolução rápida de uma área que carrega uma grande responsabilidade: oferecer tratamentos que auxiliem na cura e na prevenção de doenças, aumentando a expectativa de vida das pessoas.
 

O value-based care é a gestão em saúde baseada em valor, propondo o pagamento dos serviços tendo como critério a excelência do atendimento e dos resultados ao invés do volume de pacientes atendidos ou procedimentos realizados. Conforme conta Bodo Wiegand, Diretor Global de Acesso a Mercados da Philips, esta é uma tendência que propõe uma transformação no setor com foco na melhora do dia a dia das equipes hospitalares, aumento do valor agregado aos pacientes e alcance de economias significativas para as instituições por meio de uma alocação mais inteligente de recursos, já que também permite diagnósticos mais assertivos e evita intervenções desnecessárias.

“Atualmente, a maior parte dos hospitais e clínicas atua por meio do formato de fee-for-service, no qual se realiza um exame, oferece um tratamento e um valor é pago por isso, o que atrela a remuneração dos serviços a cada procedimento sem levar em conta a melhora do paciente. O tratamento pode até ser bem-sucedido com base no resultado clínico, mas talvez ainda assim o paciente não se sinta melhor” conta o especialista alemão, que foi um dos palestrantes durante o Connect Day. “É um bom tratamento? Agrega valor para quem o está recebendo? Nos dias de hoje esta é uma pergunta muito importante”, reitera.
 

Para a Philips, o sucesso do value-based care se apoia no conceito do Quadruple Aim, detalhado por Wiegand: “O Quadruple Aim é uma ferramenta de qualidade já utilizada em muitos hospitais. Ela se baseia em quatro pontos principais: o primeiro é oferecer os melhores resultados; o segundo é entregar a melhor experiência ao paciente; o terceiro – e muito importante – é alcançar a melhor experiência dos profissionais que trabalham fazendo o uso destas tecnologias dentro dos hospitais. Por último chegamos à diminuição dos custos para o sistema de saúde. Nosso objetivo é conectar todas as soluções da Philips a este indicador”.
 

Wiegand reforça que a implementação do value-based care precisa atender às especificidades de cada país, começando pela análise e resolução de problemas para, em seguida, atender também às necessidades. Ele ainda compartilha três casos internacionais com diferentes pontos de partida: um deles é a Holanda, onde foram implementados os Patient Reported Outcomes, questionários que complementam os dados clínicos, nos quais os pacientes podem contar sobre como se sentem em relação ao tratamento. Já no caso da Alemanha, o maior desafio a ser vencido era a insatisfação dos profissionais da área de saúde, que sofriam com o estresse em decorrência de pouca estrutura de equipe e falta de tempo para dar a atenção que cada paciente merecia. Por último, no exemplo do Reino Unido, o objetivo era oferecer um sistema de saúde onde todos pudessem ser tratados da mesma forma, sem distinção da região onde o tratamento era oferecido.
 

“Quando você inclui a qualidade como indicador de sucesso na prestação de serviços, o incentivo do médico muda. Ele se sente ainda mais motivado a oferecer o melhor para o paciente e ser remunerado de forma justa por isso. Não se trata mais de se fazer um trabalho de volume, mas sim de valor. Este é o futuro”, acrescenta.

Ele também destaca que o perfil das pessoas mudou e o mercado precisa acompanhar este mindset: “Os pacientes e os profissionais da saúde querem se comunicar de uma forma diferente. O paciente envia mensagens via WhatsApp e quer ter acesso 24 horas por dia e sete dias por semana de uma forma conveniente. Além disso, o clínico pode definir um caminho de cuidado certo, mas se o paciente é incluído no processo do tratamento desde o começo, se agrega ali muito valor a ele, o empoderando e fazendo com que ele se sinta ouvido no diálogo, afinal todos querem tomar mais decisões acertadas sobre sua própria saúde”.

Ainda sobre as decisões acerca da saúde do paciente, ele menciona a necessidade da interoperabilidade [https://www.philips.com.br/a-w/about/news/archive/standard/news/press/2019/o-futuro-dos-servicos-de-saude-por-meio-da-inteligencia-de-dados.html], outro tema discutido durante o Connect Day, para que médicos de diferentes especialidades possam se comunicar de forma clara e direta a fim de oferecer as melhores soluções para um paciente em comum. O acesso adequado aos dados de saúde dos pacientes proporcionado pela interoperabilidade é essencial para a implementação do value-based care.
 

Já na relação com hospitais e planos de saúde, a visão da Philips para o futuro prevê um maior compartilhamento de riscos entre as partes, incluindo um novo formato de remuneração para a própria companhia por meio de contratos de longa permanência e co-criação. “Queremos apoiar nossos clientes e continuar nos posicionando como bons parceiros. Por isso estamos dando início aos Outcome-Based Contracts, nos quais estabelecemos juntos os indicadores de sucesso a serem alcançados. Esta é a nossa forma de compartilhar os riscos, estreitando os relacionamentos, focando mais nos pacientes e na qualidade de vida do corpo clínico, certos de que a partir daí a produtividade vai crescer”, reforça.  

Sobre a Royal Philips

Royal Philips é uma empresa líder em tecnologia da saúde, focada em melhorar a qualidade de vida das pessoas e em permitir melhores resultados por meio do ciclo completo da saúde, que envolve desde vida saudável e prevenção, até diagnóstico, tratamento e cuidados domiciliares. A Philips se utiliza de tecnologia avançada e de profundos conhecimentos clínicos, assim como das perspectivas dos consumidores, para oferecer soluções integradas. A empresa, com sede na Holanda, é líder em diagnóstico por imagem, terapia guiada por imagem, monitoração de pacientes, informática voltada à saúde, saúde do consumidor e cuidados domésticos. Em 2018, o segmento de tecnologia de saúde da Philips alcançou 18,1 bilhões de euros em vendas e emprega cerca de 77 mil colaboradores de vendas e serviços em mais de 100 países. Para obter mais informações sobre a Philips, acesse: www.philips.com/newscenter

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