Entrevista com Daniel Mazon
Diretor da Philips Healthcare América Latina

Qual é o objetivo de contar com um FHI?

 

O objetivo de contar com um FHI é avançar rumo a um sistema mais acessível e integrado de saúde, uma vez que referido índice expõe as diversas condições de preparação para assumir os principais desafios neste setor, além de apresentar os benefícios identificados nos sistemas de saúde interligados digitalmente e no compartilhamento de dados. Para isso, examina-se a percepção, os comportamentos e as atitudes de pacientes e de profissionais da saúde oriundos de 13 países ao redor do mundo (Estados Unidos, França, Austrália, Singapura, China, Japão, Holanda, Alemanha, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e África do Sul).

 

O Índice do Futuro da Saúde (FHI, pela sua sigla em inglês) é calculado através da combinação das respostas da pesquisa quantitativa dos pacientes e dos profissionais de saúde, com perguntas sobre o acesso ao sistema de saúde, o estado atual do seu país quanto à integração da saúde e no que tange à adoção de tecnologia de atendimento interligado. O índice varia de 0 a 100 pontos, e consiste na média de três variáveis: acesso (através da continuidade dos cuidados com a saúde), integração (do sistema de saúde) e utilização (de tecnologia para o cuidado interligado).

Os dados do Brasil podem servir de base para avaliar o resto da América Latina? Podemos inferir que a situação é semelhante?

 

Estamos no meio de um dos momentos mais difíceis da história do atendimento de saúde. Temos uma população em crescimento e em processo de envelhecimento, o aumento de doenças crônicas, as limitações dos recursos globais, além da transição para um atendimento baseado em valores. E, embora a situação dos sistemas de saúde nos nossos países latino-americanos seja muito diversificada devido a vários fatores, os principais desafios enfrentados pelos países são similares.  Dessa forma, podemos apontar que os resultados do estudo, especificamente no caso do Brasil, mostram um bom panorama das principais percepções de pacientes e profissionais de saúde com relação aos assuntos em questão, os quais podem servir de base para outras realidades, especificamente no que diz respeito às questões analisadas sobre a integração dos sistemas de saúde e à utilização de tecnologia de atendimento interligado, servindo como base para o desenvolvimento de hipóteses que nos permitam enfrentar os desafios descritos acima em outros países da região.

O que mais chamou a atenção de vocês nos resultados do estudo? 

 

No Brasil, os resultados indicam lacunas claras de percepção entre os profissionais da saúde e os pacientes no que diz respeito à prestação de contas e à capacidade de levar a cabo a saúde preventiva.

 

Em geral, o estudo nos indica que:

 

  1. A informação está se disseminando e, embora vários projetos estejam avançando no sentido de manter prontuários médicos universais, o compartilhamento de informação entre instituições médicas e/ou prestadores de serviços de saúde e/ou pacientes continua sendo um desafio importante.
  2. A tecnologia é uma questão de diferença entre gerações, tanto para os profissionais da saúde quanto para os pacientes. Entre os países avaliados, os profissionais da saúde com menos experiência e os pacientes mais jovens são mais propensos a ver, usar e compartilhar informações por meio da tecnologia interligada em comparação com seus colegas de idade mais avançada. Isso sinaliza que a utilização de tecnologia aumentará nos próximos anos, à medida que uma geração “digitalmente nativa” for crescendo.
  3. Vale a pena buscar a integração e o compartilhamento de informação, uma vez que 84% dos profissionais da saúde e 79% dos pacientes acreditam que a integração dos sistemas de saúde pode melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes.
  4. A burocracia é vista como um grande obstáculo. A burocracia do sistema de saúde é vista por 71% dos profissionais de saúde e por 57% dos pacientes como uma das principais barreiras para o compartilhamento de mais informações e dados, bem como para a integração dos sistemas de saúde nos seus países.
  5. Preocupações relacionadas com custos, capacitações e gerenciamento de dados bloqueiam o caminho em direção às tecnologias de atendimento médico interligado. Cerca da metade dos profissionais da saúde e dos pacientes (56% e 46%, respectivamente) acreditam que os dispositivos interligados para o atendimento aumentariam os custos dos cuidados com a saúde em geral, e as necessidades associadas com a formação e a segurança dos dados estão entre as principais preocupações.

Quais são os principais desafios que devem ser enfrentados para a integração da tecnologia em benefício da saúde?

 

Abordar os custos, os desafios de implementação de tecnologias de saúde interligadas e as lacunas de acesso aos cuidados com a saúde na América Latina são aspectos cada vez mais críticos para assegurar um sistema eficaz no futuro. A Philips acredita que as parcerias público-privadas (PPP) são fundamentais para fazer frente aos desafios da saúde na América Latina, a fim de que o setor possa satisfazer às necessidades e às demandas futuras de saúde em toda a região, bem como para promover inovações que possam ter um impacto na vida dos latino-americanos. As parcerias público-privadas podem aumentar significativamente a eficiência em termos de custos e recursos, bem como melhorar a qualidade dos serviços e, em geral, aumentar o bem-estar da população. A Philips trabalha no desenvolvimento deste tipo de projeto. Por exemplo, no Brasil, temos uma PPP em Diagnóstico por Imagens no estado da Bahia, que, no seu primeiro ano, realizou 183 mil exames através da rede pública estatal, a um custo menor do que o oferecido pelo sistema público e com equipamentos de última geração (raios X, tomografias, mamografias e ressonâncias magnéticas), melhorando o acesso da população a estes exames de diagnóstico. Essa parceria compreende 11 hospitais e terá uma duração de mais de 10 anos, com um investimento de 1 bilhão de reais.

 

As soluções interligadas de saúde também serão fundamentais para melhorar a eficiência e aumentar a produtividade nos hospitais e nos centros médicos em toda a América Latina. A Philips desenvolveu uma solução inovadora, que foi criada no Brasil, a Philips Tasy, uma solução de TI que oferece aos administradores de hospitais acesso integrado à informação médica e que pode ajudar a aumentar a eficiência dos serviços de administração. O sistema possui mais de 72 módulos disponíveis; um deles são os Prontuários Médicos Eletrônicos (PME). Mais de 40 mil médicos estão usando o Tasy diariamente (10% da população médica brasileira), gerando impactos na vida de milhares de pacientes. O Tasy tem mostrado resultados muito positivos em questões como a redução do retrabalho e a taxa de desperdícios, com uma economia de aproximadamente 60% dos custos, aumento da receita, redução dos tempos de espera de pacientes e agilidade na prestação de serviços médicos. O sistema também foi instalado no México.

Para ler o Future Health Index completo, além dos dados de mercados locais, por favor, acesse: www.futurehealthindex.com

Agosto, 2016

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Sobre a Royal Philips

A Royal Philips (NYSE: PHG, AEX: PHIA) é uma empresa líder em tecnologia de saúde concentrada na melhoraria da saúde das pessoas, permitindo melhores resultados por meio da continuidade em prevenção e vida saudável, para diagnóstico, tratamento e atendimento domiciliar. A Philips utiliza tecnologia avançada e profundas percepções dos clientes para oferecer soluções integradas. A empresa é líder em diagnóstico por imagem, tratamento guiado por imagem, informações de saúde e acompanhamento do paciente, bem como na saúde e atendimento domiciliar dos clientes. Com sede nos Países Baixos, o portfólio de tecnologia em saúde da Philips gerou em 2015 um faturamento de EUR 16,8 bilhões e emprega aproximadamente 69.000 funcionários em vendas e serviços, em mais de 100 países. Informações sobre a Philips podem ser obtidas em: www.philips.com/newscenter.