Radiografia: do filme para o digital.


A evolução tecnológica em Radiologia e as opções de escolha rumo ao universo digital nos centros de diagnóstico por imagem

Agosto 10, 2012

 A radiografia pouco se modificou, em sua essência, desde sua descoberta por Roentgen, em 1895, e, graças ao resultado imediato e à aplicação em várias possibilidades de apoio à tomada de decisão no tratamento das pessoas, o método se tornou o mais comum e é amplamente utilizado na área de diagnóstico por imagem. Ainda hoje, estima-se que aproximadamente metade dos pedidos de exames em diagnóstico por imagem, em todo o mundo, seja de radiografias.

 

Se por um lado continuam sendo os mesmos raios-x descobertos por Roentgen, muito se evoluiu nos últimos anos na forma de processamento da imagem. Hoje, as imagens continuam sendo registradas em um filme – no passado eram em placas de vidro –, e transformadas em uma documentação duradoura por processos químicos. Entretanto, um número cada vez maior de centros de diagnóstico tem adotado o CR e/ou DR, em que as imagens podem ser disponibilizadas na tela dos computadores para a realização do laudo, caminhando para uma tendência mundial de “filmless”, ou seja, sem impressão da imagem em filmes.

 

Assim, a evolução tecnológica permitiu que se passasse a capturar as imagens digitalmente, seja por radiografia computadorizada – CR  (placas de fósforo onde imagens são digitalizadas), seja por Digital Direto – DR (painel detector digital onde imediatamente a imagem é formada eletronicamente).

 

Cada vez mais, solicita-se que os serviços de imagem possuam radiografia digital para se ter a totalidade de métodos em ambiente eletrônico (PACS), seja para completar o prontuário, seja simplesmente por posicionamento competitivo no mercado. Afinal, há benefícios inegáveis na era digital: eliminação do processo químico, que possui um impacto financeiro e também ambiental; não existir perda de filme e, portanto, evita-se o retrabalho; maior qualidade e consistência da imagem.

 

Essa migração para o mundo digital trouxe à tona questões relacionadas ao investimento adicional na radiologia digital versus a manutenção da tecnologia analógica. Esse cenário complexo traz um enorme desafio para os centros de diagnóstico por imagem (CDI). Isso porque a exigência de alta produção e manutenção da qualidade de imagem produzida, em um contexto onde os reembolsos dos estudos radiográficos foram sendo cortados, congelados ou reduzidos tanto no setor público como privado, produziu um dos maiores desafios para a Radiologia nos dias de hoje: como ser rentável no serviço de Radiologia sem deixar de lado a inovação tecnológica vivida pelo setor?

 

Nesse contexto de inovação tecnológica, a enorme quantidade de fatores e variáveis aumenta exponencialmente o risco de se escolher uma “solução ruim” ou uma “solução parcial”, o que pode levar a novos questionamentos. Devo ficar no mundo analógico? Que tipo de tecnologia digital devo seguir, CR ou DR? O que mudar? Quando mudar? Como mudar?

 

Essa abrangência se deve ao fato de que a realização (ou não) do benefício planejado rumo ao universo digital se concretiza na composição de vários elementos e sua integração. Na busca pela aquisição de tecnologia, cada fornecedor pode apresentar aos seus clientes os potenciais ganhos destes elementos isolados, sem propor uma solução integrada capaz de trazer o ganho de produtividade necessário ao CDI e de tornar seu negócio em Radiologia rentável.

 

Vejamos algumas situações do dia a dia. Pode-se optar por um CR para se ter um ambiente digital e filmless. O CR é um componente, mas sem um sistema de PACS (Picture Archiving and Communication System) e estações de laudo não se consegue efetuar essa eliminação de filmes. Lembrando ainda que o filme para impressoras Dry é mais caro que o filme utilizado em processadoras com químicos. Assim, uma escolha isolada pelo CR pode aumentar os custos em vez de reduzi-los.

 

Pensemos ainda no discurso comercial que diz existir a possibilidade de ganhos de 40% de produtividade ao se colocar um PACS no CDI. Contudo, sem considerar a implantação de um RIS (Radiology Information System) e de CR e/ou DR, ou seja, de uma solução integrada, dificilmente este discurso comercial sairá do papel. Ainda, não se pode esquecer das necessidades que vão além dos equipamentos e sistemas, como treinamento da equipe técnica,  que precisa estar capacitada para atuar neste contexto digital.

Não há uma resposta única rumo ao universo digital na Radiologia, mas a solução passa certamente por um conjunto de estruturas a serem construídas de forma interligada:

 

• Análise e conhecimento do status quo

• Definições estratégicas e empresarias

• Reengenharia de processos

• Gestão dos recursos humanos

• Infraestrutura tradicional e digital

• Equipamentos de Radiografia (CR e/ou DR)

• PACS (sistema de gestão eletrônica das imagens)

• RIS (sistema de gestão eletrônica dos processos)

 

CR ou DR?

Não se deixe enganar apenas pelo aspecto monetário imediatista vivenciado aqui no Brasil quando for escolher entre CR e DR. Veja o que acontece no mundo e como as empresas internacionais estão se posicionando nos grandes centros.

 

A Philips foi pioneira na tecnologia digital e possui as duas soluções. Por decisões estratégicas, focaliza investimentos em uma delas, que é o DR, por entender ser esta a tendência tecnológica, mas mantém as duas possibilidades em seu portfólio de soluções. O importante é que a Philips, por todo o histórico e conhecimento trazido por seus clientes, pode apresentar as opções de tecnologia e construir, em conjunto, a solução tecnológica que atenderá às suas demandas específicas para um contexto que exige um crescimento sustentável.

 

É preciso, ainda, deixar de lado o mito de que radiografia “não dá dinheiro” ou que é “um mal necessário”. No atual contexto, essa “desculpa” apenas serve de cortina de fumaça para não abordar um tema que efetivamente exige muito planejamento e trabalho na mudança de uma cultura enraizada. Nesse caso, o risco da não mudança é muito maior. É a sustentabilidade da empresa que está em jogo, pois a concorrência se move e ocupa espaços deixados por quem não quer fazer nada e não busca inovar.

 

Como reflexão, vejamos uma padaria que tem pouquíssima margem de lucro no pãozinho francês. sem esse item de consumo diário dos brasileiros, não existiria a clientela também disposta a consumir as roscas de leite condensado, os pães recheados e os demais produtos que os empresários desse segmento (aqui no Brasil, referido comunidade portuguesa) souberam como ninguém explorar como oportunidades de negócio no decorrer de décadas, para inovação e expansão dos seus empreendimentos.

 

Podemos afirmar que a Radiologia seguirá sendo um serviço essencial para a saúde pública. Assim, não participar do processo de inovação tecnológica vivido pelo setor se apresenta como um grande risco para aqueles que postergam esse processo de mudança, não apenas tecnológico, mas essencialmente cultural.

 

BOX:

É importante lembrar que o benefício de um elemento deste universo digital somente se realiza plenamente com a implementação e o bom desempenho dos outros elementos da estrutura em um contexto de solução integrada. Sugestão: faça uma tabela dos objetivos e pontue qual componente contribui para atingir a meta do CDI.

 

 

 

BOXES:

 

CR - Radiografia Computadorizada

Fatores Positivos: Preserva equipamentos de Raios-X analógicos; aplicação em ambientes móveis; uso simultâneo em radiografia e mamografia; custos de investimento menores; ampla base instalada.

Fatores Negativos: Manutenção da movimentação dos tecnólogos; dose radiológica igual (ou até maior) que sistemas analógicos; produtividade limitada; não conexão com sistema de geração de radiação.

 

DR - Digital Direto

Fatores Positivos: Produtividade (uma imagem a cada 10 segundos); menor dose; integração completa da cadeia de imagem; qualidade e consistência dos exames.

Fatores Negativos: Necessidade de equipamentos dedicados à radiografia e à mamografia; custos de manutenção; investimento elevado para unidades móveis.

 

Mais informações pelo e-mail: comunicacao.healthcare@philips.com ou ligue 0800 701 7789.

 

 

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Sobre a Philips

A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics da Holanda e atua no País há 88 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais, lâmpadas, aparelhos de raios-X e sistemas de monitoramento de pacientes. Outras informações para a imprensa estão disponíveis no site da Philips do Brasil: www.philips.com.br.

 

 

Sobre a Royal Philips Electronics

 

A Royal Philips Electronics (NYSE: PHG, AEX: PHI) é uma empresa diversificada de saúde e bem-estar, com foco em melhorar a vida das pessoas por meio de inovações oportunas nas áreas de cuidados com a saúde, produtos de consumo e estilo de vida e iluminação. Com sede na Holanda, a Philips emprega aproximadamente 122 mil funcionários em vendas e serviços em mais de 100 países. Com um volume de vendas de 22,6 bilhões de euros em 2011, a empresa é líder de mercado em soluções para cuidados cardíacos, cuidados com a saúde em casa, soluções eficientes em iluminação e novas aplicações de iluminação, bem como em produtos de consumo e estilo de vida para o bem-estar pessoal, como barbeadores elétricos, entretenimento portátil e saúde bucal. Mais informações sobre a Philips podem ser encontradas no site www.philips.com/newscenter.