Os Mistérios da Ressonância Magnética

Maio 30, 2012

Em algum dia, por algum motivo, você procurou seu médico.
Ao invés de sair aliviado do consultório, tem um enorme peso sobre as costas...O doutor solicitou um exame de ressonância magnética...
Por que será ele pediu esse exame?!?!? Devo estar muito doente!! Você se pergunta.
Após absorver o impacto, você marca o horário do exame e ao chegar ao centro, novo pânico...
Sua roupa é retirada, veste um avental cujas partes nem sempre ficam bem protegidas e o pior... ao entrar na sala de exames você se depara com um túnel estranho e que parece ser bastante apertado!!!
Acalme- se!!! Você está diante da mais avançada tecnologia em diagnósticos por imagens que existe, a RESSONÂNCIA MAGNÉTICA ou RM.
Apesar de a primeira impressão assustar um pouco, tenho algumas informações que garanto, irão te encorajar a seguir adiante com o exame:
A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagens onde, sem o uso de raios X ou de qualquer outra fonte de energia nociva a saúde, podemos obter as imagens de mais alta qualidade e de maior fidelidade do corpo humano. É quase como se olhássemos o interior de seu corpo sem precisar tocá-lo.
O funcionamento do equipamento é algo fascinante, pois quem promove toda essa qualidade de imagens e capacidade ímpar para diagnosticar problemas é seu próprio corpo, seus átomos, a menor partícula conhecida.
Isso é possível, graças a um imã muito forte, que pode ter até 300.000 vezes mais força que o campo magnético da terra, que é justamente esse “túnel” onde você irá entrar, na verdade, a parte do seu corpo que será estudada estará exatamente no centro desse imenso ímã.
Devido à extrema força magnética do ímã da ressonância magnética haverá uma interação entre esse campo magnético e os núcleos dos átomos de seu corpo, incrível não? Seus átomos é quem vão produzir as imagens de seu corpo.
Na preparação do exame, provavelmente a enfermeira irá cobri-lo com uma peça, chamada bobina ou antena, sim antena, você logo vai entender o por que. Após entrar no magneto, como é chamado o ímã, você provavelmente começará a escutar alguns ruídos, primeiro pouco intensos, mas com o decorrer do exame, esses ruídos irão variar e serão bem altos, não se assuste, mantenha- se imóvel, tudo está sob controle e esses ruídos são normais.
Bem e como a imagem é formada afinal?
Quando seu corpo é exposto ao poder do alto campo magnético, os átomos de seu corpo se alinham, como um exército de soldados, todos na mesma direção como pode ser visto na figura abaixo:

 
a.Núcleos atômicos sem a presença do campo magnético  b.Núcleos atômicos sob a força do campo magnético

Essas mínimas partículas possuem uma energia elétrica dentro delas, e ao alinharmos todas na mesma direção, geramos um pequeno vetor de energia, então para iniciar o exame, temos que em resumo obter uma força, ou energia com uma direção:



Agora, para o equipamento, você é essa energia, então vamos ver e entender mais um pouco como isso acaba se transformando em uma imagem diagnóstica.
Essa energia é formada por bilhões de átomos que estão em uma região de seu corpo, esses átomos são os que compõem seus ossos, músculos, gordura, pele, etc. Todos estão juntos formando esse “vetor”.
Pois bem, para que possamos medir a quantidade de energia existente nesse vetor, temos que fazer algo com ele e o que iremos fazer, necessita da ajuda de outra parte do equipamento, que é o transmissor de radiofreqüência, igual ao de uma emissora de rádio mesmo.
Esse transmissor está sintonizado na mesma energia do seu vetor, logo, o que ele comandar, o vetor obedecerá.
Vamos induzir energia suficiente para que a energia do seu vetor seja desviada em noventa graus, conforme o desenho:



Para que isso ocorra, o vetor amarelo foi “carregado” de energia.
Quando paramos a emissão da energia de radiofrequência, a energia do vetor amarelo é liberada, para que o mesmo volte a posição inicial.
Lembra-se daquela antena que eu falei no início?
Pois bem, essa antena é quem consegue “ler” a quantidade de energia que está sendo liberada pelo vetor amarelo.
Esse “sinal” é então enviado a um computador poderoso que transforma esse sinal em imagens... Simples não é? A qualidade da imagem e seus detalhes são possíveis de serem observados devido aos diferentes tipos de ligação que os átomos têm com os tecidos, por exemplo, a ligação do átomo de um osso é diferente da ligação com um músculo, isso diferencia o sinal de cada um, logo, temos tonalidades diferentes na imagem final.
Outro fator que faz com que a ressonância magnética tenha um grande poder diagnóstico é óbvia:
Os átomos que formam um tecido saudável tem uma ligação diferente dos que estão em um tecido doente, logo, geram imagens em tonalidades diferentes, sendo assim muito sensível as menores alterações dos tecidos, fazendo da ressonância magnética uma ferramenta poderosa, eficiente e inócua aos seres humanos, possibilitando o diagnóstico precoce de muitas doenças, o que é fundamental para o tratamento.
Muito bem, a partir de agora, caso você, seu amigo ou parente precisar ser submetido a um estudo por ressonância magnética, você já pode sentir-se muito mais tranquilo e transmitir esse seu conhecimento aos outros.