Os riscos ocultos do ronco


Os riscos ocultos do ronco

Março 18, 2011

A apneia do sono, doença que atinge cerca de um terço da população mundial, está associada ao maior risco de hipertensão, arritmia, derrame e diabetes

 

Hora de dormir. Mal a noite começa e uma sinfonia de roncos desafina o sono de muitas pessoas. O maestro que segue dormindo não consegue perceber a irritação da plateia. Quem ouve começa a ensaiar o grito: pare de roncar!

 

“O ronco alto e frequente é a principal manifestação clínica da síndrome da apneia obstrutiva do sono”, explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor) da FMUSP. De acordo com o especialista, nem todos que roncam tem apneia, mas o ronco alto e constante é extremamente sugestivo de apneia do sono.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um transtorno respiratório comum caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, causando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme, associadas a sintomas diurnos, tal como a sonolência excessiva e doenças cardiovasculares.

 

A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões. Como resultado, os níveis de oxigênio caem e os níveis de dióxido de carbono no sangue aumentam e o sono é interrompido.

 

A doença pode ser desencadeada por fatores como obesidade – o excesso de tecido dificulta manter a garganta aberta e impede o fluxo contínuo de ar –, relaxamento da musculatura da garganta e da língua acima do normal (muito comum quando há ingestão de bebidas alcoólicas e remédios para dormir), e alterações da mandíbula ou da faringe que predispõem a uma faringe estreita.

 

Segundo estudos epidemiológicos, a apneia do sono acomete aproximadamente 30% da população mundial, na idade adulta. A doença é mais comum a partir dos 40 anos de idade, A maior parte dos pacientes, entre 85% e 90%, convive com a doença sem receber o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

Entre os sintomas da doença estão sonolência excessiva, cefaleia matinal, dificuldade de concentração, deficiência neurocognitiva, esquecimento, cansaço crônico, irritabilidade, depressão e redução da libido.

 

Consequências da apneia não tratada – “A apneia obstrutiva do sono é um problema de saúde pública”, alerta Lorenzi Filho. O médico explica que grande parte dos pacientes não percebe o ronco e os sintomas são confundidos com outras condições, tal como e estresse da vida diária. Lorenzi Filho ainda reforça que nem todos os médicos estão familiarizados com a doença e por isso, muitos casos de apneia podem seguir sem o diagnóstico adequado, o que aumenta o risco de consequências graves à saúde.

 

Além do impacto direto na qualidade de vida, nos últimos anos, diversos estudos clínicos demonstraram a correlação entre os distúrbios do sono e a ocorrência de doenças graves e crônicas, como hipertensão, derrame e diabetes tipo 2.

 

“A apneia obstrutiva do sono pode estar presente em cerca de 35% dos casos de hipertensão, 50% das arritmias cardíacas (em particular fibrilação atrial), 60% dos derrames e 30% dos infartos”, informa Lorenzi Filho. De acordo com ele, pacientes com diagnóstico de apneia do sono têm entre duas e três vezes maior probabilidade de desenvolver hipertensão arterial e de duas a quatro vezes mais chances de sofrer de arritmias cardíacas. As evidências também sugerem que a apneia do sono é um fator de risco significativo para o derrame, podendo dificultar a recuperação de um acidente vascular cerebral.

 

O diabetes tipo 2 também é mais comum em pacientes com apneia do sono, independentemente de outros fatores de risco, pois têm maior risco de desenvolver resistência à insulina.

 

“A identificação precoce da doença previne complicações graves e assegura que o paciente receba tratamento apropriado para alcançar uma melhora geral na saúde”, diz Lorenzi Filho.

 

Tratamento – O objetivo do tratamento é eliminar as apneias durante o sono e dessa forma restaurar a qualidade do sono e aliviar os sintomas diurnos de sonolência, oscilação de humor, dificuldade de concentração, falta de memória e dor de cabeça matinal. A terapia também pode proporcionar melhora de algumas doenças cardiovasculares e metabólicas que coexistem com a apneia do sono.

 

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a gravidade da doença, como, por exemplo, perder peso, evitar o consumo de álcool à noite, praticar exercícios físicos e dormir de lado. Entretanto, essas medidas nem sempre resolvem os quadros mais graves.

 

O tratamento é definido pelo especialista em Medicina do Sono, levando em consideração fatores como a gravidade da apneia, a presença de anomalias anatômicas, a fragmentação do sono, os sintomas diurnos, o peso e a idade do paciente.

O tratamento mais indicado para grande parte dos pacientes é a terapia com pressão positiva contíuna nas vias aéreas (CPAP, na sigla em inglês). A terapia CPAP consiste na aplicação de uma corrente de ar positiva contínua, através da boca e do nariz, mediante o uso de um compressor e de uma máscara nasal.

O CPAP, evita o colapso das vias aéreas durante o sono ao transmitir pressão positiva nas vias respiratórias superiores, permitindo ao paciente respirar livremente. Com isso, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos cessam, a qualidade do sono é restabelecida e são reduzidos os riscos de doenças correlacionadas.

“Existem estudos que comprovam que o tratamento com o CPAP é custo-efetivo para pacientes com SAOS moderada e grave, sobretudo porque evita complicações relacionadas à doença”, afirma Lorenzi Filho.

“O ideal é que os pacientes utilizem o dispositivo CPAP toda noite, o máximo de horas de sono possível. No entanto, o que se observa é que apenas de 50% a 75% dos portadores da doença seguem o tratamento de forma adequada”, afirma o especialista, enfatizando a importância da educação para a adesão ao tratamento. Segundo estatísticas, o índice de abandono do tratamento cai de forma importante quando o paciente é instruído corretamente.

Mais informações sobre a higiene do sono

http://www.newscenter.philips.com/br_pt/standard/about/news/press/article-2011031804.wpd

Mais informações sobre o tratamento

http://www.newscenter.philips.com/br_pt/standard/about/news/press/article-2011031803.wpd

O que é Apnéia do Sono?

http://www.newscenter.philips.com/br_pt/standard/about/news/press/article-2011031803.wpd

Mitos e verdades sobre Apnéia do Sono

http://www.newscenter.philips.com/br_pt/standard/about/news/press/article-2011031803.wpd

Sobre a Respironics

A Respironics é líder em fornecer, para os mercados globais, soluções inovadoras em produtos respiratórios e do sono. O sucesso da empresa remonta a mais de três décadas e seu histórico possui raízes profundas na simplicidade e em uma paixão em apresentar soluções significativas. Essa tradição de inovação, combinada a uma capacidade de prever as necessidades de mercado, é fundamental à empresa. Isso tem feito com que o nome da Respironics seja reconhecido em todo o mundo como a empresa que marca a marcha dos mercados de produtos respiratórios e do sono. A companhia foi adquirida pela Philips em dezembro de 2007.

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Sobre a Philips do Brasil

 A Philips do Brasil é uma subsidiária da Royal Philips Electronics da Holanda e atua no País há 86 anos. Líder dos mercados locais de eletroeletrônicos, eletrodomésticos portáteis, produtos para cuidados pessoais, lâmpadas, aparelhos de raio-x e sistemas de monitoramento de pacientes. Outras informações para a imprensa estão disponíveis no site da Philips do Brasil: www.philips.com.br.

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