Mitos e verdades sobre Apneia do Sono


Mitos e verdades sobre Apneia do Sono

Março 18, 2011

Além de todo o desgaste pela falta de um sono reparador, a apneia do sono pode ser um fator que contribui para o surgimento de várias doenças graves como hipertensão e problemas cardiovasculares, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio e diminuição da libido.

 

Portanto, entender melhor a doença e saber como buscar ajuda é fundamental. Informe-se!

 

 

Apnéia do sono e ronco são a mesma coisa. Mito.

Ambos podem ser classificados como distúrbios do sono e estão relacionados com a passagem do ar pelas vias aéreas do sistema respiratório. Ao dormir, o tônus muscular do pescoço e da faringe decresce. Isso causa um estreitamento do espaço faríngeo e o volume de ar necessário precisa ser inspirado a uma velocidade maior, ocorrendo a vibração de tecidos moles como palato mole, úvula, língua e outros. Esse é o ronco!

 

A apneia obstrutiva do sono é um distúrbio médico no qual uma pessoa repetitivamente deixa de respirar quando está dormindo. A respiração cessa, pois as vias aéreas colapsam e evitam que o ar chegue até os pulmões.  O padrão normal de sono fica alterado, ocasionando uma sonolência excessiva ou fadiga durante o dia. Os pacientes com apnéia do sono roncam, o ronco é alto e irregular. Nem todos que roncam tem apneia, mas todos que tem apneia roncam.

 

 

Apneia é perigoso. Verdade.

A apneia fragmenta o sono e altera os níveis de oxigênio no sangue gerando consequências graves para a saúde e a qualidade de vida como: hipertensão e problemas cardiovasculares, cansaço e sonolência diurna, depressão, irritabilidade, diminuição da concentração e do raciocínio, diminuição da libido e impotência sexual, além de aumentar muito a chance de acidentes no trabalho e no trânsito.

 

 

Todo mundo que ronca tem apneia do sono. Não necessariamente.

O ronco é um dos sintomas da apenia do sono, mas o diagnóstico médico de apenia do sono é feito por meio de um exame chamado de polissonografia, que é o monitoramento do sono por equipamentos eletrônicos. O exame clínico é indicado para que seja avaliada a condição do trato respiratório do paciente e deve ser feito por um médico com especialização na área. Entre os sintomas da apenia do sono estão, além do ronque forte, a perda do fôlego ou sensação de sufocamento durante a noite. Além disso, há ainda um cansaço excessivo durante o dia, dores de cabeça matinais e talvez depressão ou irritabilidade, perda da memória, baixa concentração, perda da libido, piora da qualidade de vida, risco aumentado de doenças cardiovasculares e metabólicas, incluindo hipertensão arterial, diabetes, e até risco de acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio

 

 

Apenia do sono não tem tratamento. Mito.

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a doença, como, por exemplo, perder peso, evitar o consumo de álcool à noite, praticar exercícios físicos e dormir de lado. Entretanto, essas medidas nem sempre resolvem em quadros mais graves.

 

O tratamento é definido pelo especialista em Medicina do Sono, levando em consideração fatores como a gravidade da apneia, a presença de anomalias anatômicas, a fragmentação do sono, o peso e a idade do paciente.

O tratamento mais indicado para grande parte dos pacientes é a terapia de pressão positiva contínua de ar nas vias aéreas (CPAP, na sigla em inglês “continuous positive airway pressure). A terapia CPAP consiste na aplicação de uma corrente de ar positiva contínua, através da boca e do nariz, mediante o uso de um compressor e de uma máscara nasal.

O tratamento, não invasivo, evita o colapso das vias aéreas durante o sono ao fornecer fluxo suave de ar para as vias respiratórias superiores, permitindo ao paciente respirar livremente. Com isso, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos cessam, a qualidade do sono é restabelecida e são reduzidos os riscos de doenças correlacionadas.

 

Apneia do sono prejudica rendimento no trabalho? Verdade.

Quem dorme mal acorda cansado, tem sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, fica mais ansioso, irritado e tem mais propensão ao estresse e à depressão. Tudo isso pode afetar, e muito, a vida profissional. De acordo com a American Academy of Sleep Disorder (Academia Americana de Distúrbios do Sono), pessoas com distúrbios do sono têm uma probabilidade sete vezes maior de sofrer um acidente de trabalho.

 

 

Os homens são mais acometidos pela apneia do sono. Verdade.

O homem tem mais apneia que a mulher. Segundo estudos epidemiológicos, a apneia do sono acomete aproximadamente 33% da população de São Paulo, 4% dos homens e 2% das mulheres na idade adulta. A doença é mais comum a partir dos 40 anos de idade, sendo que 44% dos idosos convivem com o problema. A maior parte dos pacientes, entre 85% e 90%, convive com a doença sem receber o diagnóstico correto e o tratamento adequado. Depois da menopausa, o risco da mulher é semelhante ao do homem.


O tratamento para apneia do sono resgata a qualidade de vida. Verdade.

A apneia obstrutiva do sono é um problema médico severo, com probabilidade de alterar a vida da pessoa e que pode contribuir para certos transtornos que podem colocar a vida em perigo, mas, que por sua vez, pode ser identificada facilmente e tratada efetivamente.

Com o tratamento, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos cessam, um sono tranquilo é estabelecido, a qualidade de vida melhora e ocorre redução do risco de apresentar hipertensão, cardiovasculares, ataque cardíaco, acidente vascular e acidentes de trabalho e com veículos automotivos.